O Código Florestal e os "nossos" Deputados...
Quero expressar aqui minha decepção ao saber do resultado da votação do Código Florestal. O que alguns estavam falando durante a semana aconteceu de fato: o governo acabou trocando a blindagem de Palocci pelas nossas florestas. A velha opção pela governabilidade conservadora. A votação foi destruidora: 410 votantes a favor do relatório Aldo e 63 contra (as bancadas de PSOL e PV, além de alguns deputados do PT). O grifo no "nossos" deputados (título da postagem) não são por acaso, abaixo veremos o porque.
Coloco abaixo a matéria do site do Greenpeace sobre a votação de ontem:
Na contramão da história
Edu Santaela
Após dez anos de discussão, na noite de hoje o Código Florestal foi votado na Câmara dos Deputados. E infelizmente aprovado. O texto, que deveria proteger as florestas, prega exatamente o contrário, permite a devastação de grandes áreas de matas. Por 410 votos a favor, 63 contra e 1 abstenção, o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo (PT-SP) foi aprovado. O próximo passo é a apreciação e votação no Senado Federal. Depois, se nenhuma modificação for feita, será a vez da presidente Dilma Rousseff sancionar ou vetar o texto.
Para Márcio Astrini, responsável pela campanha de florestas do Greenpeace Brasil, os ruralistas aprovaram uma lei que beneficia alguns mas quem paga a conta é o resto do país. “Eles jogaram a ciência na lata do lixo e claramente legislam em causa própria e pelos seus financiadores de campanha”.
Astrini lembra que a tendência no mundo é exatamente oposta, proteger em vez de destruir. “Enquanto o mundo inteiro pagaria rios de ouro para ter a riqueza ambiental que o Brasil tem, que garante que o país seja um dos maiores produtores de alimento no mundo, os ruralistas votaram uma lei que estende um tapete vermelho para a destruição dessa riqueza que é o nosso futuro, apenas pensando no lucro imediato. O Código de Aldo é a contramão da história.”
Para Márcio Astrini, responsável pela campanha de florestas do Greenpeace Brasil, os ruralistas aprovaram uma lei que beneficia alguns mas quem paga a conta é o resto do país. “Eles jogaram a ciência na lata do lixo e claramente legislam em causa própria e pelos seus financiadores de campanha”.
Astrini lembra que a tendência no mundo é exatamente oposta, proteger em vez de destruir. “Enquanto o mundo inteiro pagaria rios de ouro para ter a riqueza ambiental que o Brasil tem, que garante que o país seja um dos maiores produtores de alimento no mundo, os ruralistas votaram uma lei que estende um tapete vermelho para a destruição dessa riqueza que é o nosso futuro, apenas pensando no lucro imediato. O Código de Aldo é a contramão da história.”
Lista de votantes

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